Brinquedos caseiros para gatos: ideias simples e seguras

Brinquedos caseiros para gatos: ideias simples e seguras

Você não precisa comprar brinquedos caros para estimular o gato. Veja ideias simples de brinquedos caseiros e os cuidados de segurança necessários para evitar riscos.

Brinquedos caseiros para gatos: ideias simples e seguras

Basta uma encomenda chegar para a cena se repetir: o brinquedo comprado fica de lado e o gato entra direto na caixa de papelão.

Isso acontece porque ele não avalia um objeto pelo preço ou pela aparência. O que desperta seu interesse é a possibilidade de explorar, esconder-se, perseguir alguma coisa ou descobrir como alcançar um alimento.

Por isso, materiais simples que já existem em casa podem render boas brincadeiras. Uma caixa vazia, um rolo de papelão ou uma folha amassada podem ser suficientes para chamar a atenção.

O cuidado está em não transformar qualquer objeto em brinquedo. Antes de oferecer algo ao gato, é necessário observar o tamanho, a resistência e o risco de partes se soltarem.

Antes de fazer o brinquedo, observe como seu gato brinca

Nem todos os gatos se interessam pelas mesmas coisas.

Alguns correm atrás de qualquer objeto que role pelo chão. Outros preferem ficar escondidos dentro de uma caixa e atacar algo que passa pela abertura. Há também os que gostam mais de procurar comida do que de perseguir brinquedos.

Observe se o seu gato prefere:

  • perseguir;
  • agarrar e chutar;
  • explorar caixas;
  • procurar alimento;
  • empurrar objetos com as patas;
  • observar antes de atacar;
  • brincar sozinho ou com uma pessoa.

Essa preferência ajuda a escolher uma atividade que realmente será usada, em vez de montar vários objetos que acabarão esquecidos pela casa.

Bolinha de papel amassado

Essa é provavelmente a opção mais simples.

Amasse uma folha de papel comum até formar uma bola grande o suficiente para não caber na boca do gato. O papel é leve, muda de direção com facilidade e produz um ruído discreto ao deslizar pelo chão.

Jogue a bola por um corredor ou faça pequenos movimentos para despertar o interesse.

Antes de oferecer, confirme que o papel não contém:

  • grampos;
  • clipes;
  • fita adesiva;
  • partes plastificadas;
  • resíduos de produtos;
  • tinta soltando.

Substitua a bolinha quando estiver molhada, rasgada ou muito mastigada. Alguns gatos apenas perseguem o papel; outros tentam arrancar e engolir pedaços. Nesse segundo caso, a brincadeira precisa ser supervisionada.

Caixa de papelão com entradas

Uma caixa vazia pode virar esconderijo, túnel ou ponto de observação.

Faça uma ou duas entradas grandes nas laterais, com espaço suficiente para o gato passar confortavelmente. As bordas devem ficar lisas, sem partes pontudas.

Você pode deixar uma bolinha do lado de fora, movimentar um brinquedo diante das aberturas ou unir duas caixas para criar um pequeno túnel.

Não é necessário encher a caixa de furos. Muitas aberturas podem enfraquecer o papelão e fazer a estrutura desmontar enquanto o gato está dentro.

Retire também:

  • grampos;
  • etiquetas soltas;
  • fitas;
  • plástico de embalagem;
  • cordões;
  • pedaços de papelão descolando.

Alguns gatos usam a caixa apenas como cama. Isso também é enriquecimento: ela oferece um local novo para descansar, esconder-se e observar o ambiente.

Caixa com furos para procurar o brinquedo

Outra possibilidade é usar uma caixa baixa e firme.

Faça alguns furos grandes na parte superior e coloque dentro uma bolinha resistente ou um brinquedo que não possa passar completamente pela abertura. O gato tentará alcançá-lo usando as patas.

Os furos precisam ser largos o suficiente para que a pata entre e saia sem ficar presa.

Evite colocar a mão dentro da caixa para o gato atacar. Isso pode reforçar o hábito de tratar dedos como brinquedos. Use uma bolinha ou outro objeto seguro como alvo.

Rolo de papelão com ração

Um rolo vazio de papel higiênico pode virar um desafio simples para procurar alimento.

Coloque algumas unidades da própria ração dentro e dobre levemente as extremidades. Não feche com grampos, cola ou fita adesiva.

Faça uma dobra fácil nas primeiras vezes. O objetivo é permitir que o gato descubra como movimentar o rolo e liberar o alimento, não criar um recipiente impossível de abrir.

Use apenas uma pequena parte da porção diária, para que a brincadeira não aumente a quantidade total de comida.

Supervisione principalmente os gatos que mastigam papelão. Retire o objeto caso ele comece a arrancar e engolir pedaços.

Bandeja de papelão para procurar petiscos

Uma caixa limpa de ovos feita de papelão também pode ser usada como um desafio alimentar simples.

Coloque algumas unidades de ração em diferentes espaços e deixe o gato retirá-las com a pata ou com a boca.

Use somente bandejas:

  • limpas;
  • secas;
  • sem restos de alimento;
  • sem grampos;
  • sem tinta soltando;
  • sem tampa plástica.

Esse brinquedo funciona melhor com gatos que gostam de procurar comida e manipular objetos.

Depois da atividade, guarde ou descarte a bandeja caso ela esteja úmida, rasgada ou mastigada.

Sacola de papel sem alças

Uma sacola de papel grande pode funcionar como esconderijo e túnel.

Retire completamente as alças antes de colocá-la no chão, pois elas podem prender a cabeça ou as patas do gato. Abra bem a entrada e deixe a sacola deitada, em um local onde não possa cair de uma altura.

Não use sacolas plásticas.

O gato pode entrar, explorar e atacar uma bolinha que passe diante da abertura. Algumas folhas de papel amassado dentro também criam sons e texturas diferentes.

Caso ele comece a arrancar e ingerir o material, retire a sacola.

Varinha caseira exige mais cuidado

Uma varinha pode ser montada com uma haste firme e uma tira de tecido bem presa. Ela permite mover o alvo pelo chão sem colocar as mãos perto das garras e dos dentes.

Porém, esse tipo de brinquedo deve ser usado somente com supervisão.

Fios, linhas, fitas, barbantes e elásticos podem ser mastigados e engolidos. A Feline Veterinary Medical Association também recomenda evitar brinquedos de fio ou lã que possam se desfazer e ser ingeridos.

Durante a brincadeira:

  • verifique se o tecido continua bem preso;
  • não deixe o gato mastigar a união;
  • permita que ele capture o alvo algumas vezes;
  • guarde a varinha em um armário fechado depois de usar;
  • descarte o brinquedo ao primeiro sinal de desgaste.

Não deixe esse tipo de objeto disponível quando o gato estiver sozinho.

Brinquedo escondido em uma toalha

Coloque uma bolinha grande ou algumas unidades de ração entre dobras soltas de uma toalha.

O gato precisará usar o olfato e as patas para encontrar o que está escondido.

As dobras devem ser leves, sem nós apertados. A atividade precisa ser fácil de desfazer e não deve prender a cabeça ou as patas.

Essa opção pode interessar gatos que preferem procurar e explorar em vez de correr pela casa.

Não use tecidos desfiados ou com linhas soltas.

O que não usar em brinquedos caseiros

Alguns materiais parecem interessantes, mas não oferecem uma boa margem de segurança.

Evite:

  • elásticos de cabelo;
  • linhas de costura;
  • fios soltos;
  • barbantes;
  • fitas compridas;
  • sacolas plásticas;
  • grampos;
  • clipes;
  • arames;
  • espumas que se desfazem;
  • peças pequenas;
  • tampinhas soltas;
  • materiais com cola exposta;
  • objetos pintados com produto desconhecido;
  • brinquedos quebrados.

Cornell orienta evitar peças pequenas e elementos compridos que possam se desprender e ser ingeridos. O risco depende não apenas do material, mas também da forma como cada gato mastiga e manipula o objeto.

Por isso, algo usado tranquilamente por um gato pode não ser apropriado para outro.

Tampinhas de garrafa são uma boa ideia?

Elas rolam e fazem barulho, por isso podem chamar atenção. O problema é o tamanho pequeno e a possibilidade de rebarbas ou fragmentos.

Eu não as deixaria disponíveis como brinquedo comum.

Uma bolinha própria para gatos ou uma bola grande de papel costuma cumprir a mesma função com uma margem de segurança melhor.

Caso o gato goste de empurrar objetos pelo chão, escolha algo grande demais para ser engolido e que não se parta quando mordido.

Brinquedos caseiros precisam ser supervisionados?

Depende do objeto e do comportamento do gato.

Uma caixa firme e inteira pode permanecer disponível por mais tempo. Já varinhas, tecidos, rolos mastigados e objetos com partes móveis devem ser guardados depois da brincadeira.

Durante os primeiros usos, acompanhe sempre.

Observe se o gato:

  • apenas empurra o objeto;
  • tenta destruí-lo;
  • arranca pedaços;
  • mastiga continuamente;
  • tenta engolir o material;
  • fica com a pata presa;
  • demonstra medo do barulho.

Essa observação mostra se o brinquedo pode continuar disponível ou precisa ser usado apenas com alguém por perto.

Como manter o interesse por mais tempo

Deixar todos os objetos espalhados continuamente pode fazer com que percam a novidade.

Use dois ou três por vez e guarde os demais. Depois de alguns dias, faça a troca.

Também é possível modificar a forma de apresentação:

  • mudar a caixa de lugar;
  • colocar a bolinha dentro de um túnel;
  • esconder ração em outro recipiente;
  • unir duas caixas;
  • criar uma abertura diferente;
  • alternar brincadeiras de perseguir e procurar.

Não é necessário construir algo novo toda semana. Pequenas mudanças já podem despertar novamente a curiosidade.

O brinquedo caseiro substitui a interação?

Ele ajuda, mas não substitui completamente os momentos de brincadeira compartilhada.

Caixas, desafios alimentares e bolinhas permitem que o gato explore sozinho. Já uma varinha controlada por uma pessoa cria movimentos mais variados e pode acompanhar o ritmo do animal.

O bem-estar dos gatos que vivem dentro de casa depende também de oportunidades para brincar, explorar e reproduzir comportamentos de caça.

O ideal é combinar:

  • brinquedos seguros disponíveis no ambiente;
  • atividades de procura por alimento;
  • caixas e esconderijos;
  • brincadeiras conduzidas pelo tutor;
  • momentos de descanso sem interrupção.

Quando descartar o brinquedo

Materiais caseiros não foram projetados para durar indefinidamente.

Descarte quando houver:

  • partes soltas;
  • pontas expostas;
  • papelão encharcado;
  • tecido desfiado;
  • marcas profundas de mordida;
  • objetos pequenos se desprendendo;
  • sujeira difícil de remover;
  • cheiro forte;
  • estrutura amassada a ponto de cair sobre o gato.

Criar um brinquedo novo leva poucos minutos. Não vale manter um objeto danificado apenas porque o animal gostava dele.

Simples não significa sem cuidado

Brinquedos caseiros mostram que enriquecer a rotina do gato não depende de comprar muitos produtos.

Uma caixa, uma folha de papel ou um rolo vazio podem despertar curiosidade e incentivar movimento. O valor está na oportunidade de explorar, perseguir ou resolver um pequeno desafio.

A segurança, porém, vem antes da criatividade. Escolha materiais resistentes, retire peças pequenas, acompanhe os primeiros usos e descarte tudo o que começar a se desfazer.

O melhor brinquedo não é o mais elaborado. É aquele que combina com o jeito do gato brincar e pode ser usado sem colocá-lo em risco.

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